sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vinte e cinco centavos.

Traga-me flores, traga-me rosas
não vejo vida em meu jardim.
Eu vejo prédios, eu vejo mortos
que caminham e passam por mim

Mas não me vêem, há pouco tempo.
A poluição os fizeram cegar!
Ele caminha, e tão depressa
E o caminho ? - ele vai encontrar.

No oceano dela não enxerguei luz,
no azul dos olhos dela eu vi solidão
Para ajudar estendi a minha imunda mão
e recebi de volta vinte e cinco centavos.

Saia daqui, seu vagabundo!
Não vês que estás atrapalhando o mundo ?
Ficar parado ninguém mais pode
o importante é o seguir, parar jamais.

Pra onde vai, com quem vai
nada os interessa agora
Que sigam em paz, a todo vapor
marchando máquina, marchando.

Por aqui estive, aqui ficarei.
A rua é pública e disso eu sei.
Parado eu fico, até tomar minha decisão
A vida também proíbe andar na contra-mão.

No meu pisar faço meu caminho
e devagar vou para não esquecer
Quem rápido anda e sem destino
a morte leva por padecer.

Tic tac, tic tac
nada disso lhe satisfaz
vai soldado, sempre armado
com seu sorriso tão fugaz!

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