Diário dos antigos Gênios.
E em cada olhar eu vejo um filme,
por tantas vezes senti sono.
Melhor fechar esses meus olhos
que ânsia de vômito me proporcionam.
De tantas coisas que eu já vi,
dentre tantas outras que já vivi,
já não preciso de fugas pra alucinação.
A minha viagem eu faço aqui,
e eu a farei de pés no chão.
Talvez esteja lá quando chamar-me,
mas não obrigue de estar também minha alma.
Se eu sigo aqui é pela tribo,
pela utopia de também tornar-me índio.
Tudo que trago comigo e que faz sentido,
não faz sentido, não faz sentido.
É tão dificil ser dividido!
Mas antes metade do que ninguém.
Não jogarei no cárcere a minha essência,
mas confie que esta permanecerá guardada.
Os meu valores são o nada e o tudo que tenho,
o que eu respiro que não é volátil,
uma guerra desarmada.
Plantei valores, colhi solidão.
Pronunciei palavras enquanto estas
por tantas vezes foram senão cuspidas.
Estou de partida, estou de partida.
De fato o que pra todos é,
pra mim, não é vida.
Perdoai vós essa minha falta de humor,
se não há graça pra mim tanta farsa
gratuitamente distribuida.
Se não acredito em uma palavra proferida
advinda desses tão profanos lábios.
-"Ali vem ele, ali vai ele" - Futuro promissor
de fracassos.
Se manifestar-me, julgar-me-ão insana
se afastar-me, julgar-me-ão perdedora.
Resolvi agora me fazer de tola, enganar quem sabe
vossa progenitora, que enjaula tantos cérebros
sem artifício das grades.
Mente insana, mais que sana
tão tamanha sua complexidade.
Mente insana que sabe de tantas verdades,
tais verdades proibidas de entrar no jogo.
A escolha é nossa, jogá-lo ou não,
é mais fácil ser a regra no lugar da excessão.
Fazer-me-ei de tonta, sorrindo com vocês de vocês.
Alimentamos todos nós essa palhaçada,
supondo um dia colorir nossos sonhos-piada.
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