Reflexão de valores.
" Um dia ouvi dizer que o amadurecimento decorria das experiências vividas e não com o números de velas apagadas. Seja lá quem for que pronunciou isso, meu ode eterno.
E se alguém viver diversas experiências, uma atrás da outra, sem freio, sem grades, por desconhecer do 'não' ? Será que a pessoa se torna mais madura por isso ? duvido. Talvez ela enlouqueça.
O excesso de informações e a divergência entre as mesmas sem dúvida enlouquece até os ditos sanos, não é a toa que o novo trás o medo e há cada vez mais gente procurando psiquiatras
do que psicólogos, cada vez mais gente doente da cabeça e jovens de mente oca, sem criatividade e tão robóticos quanto os garçons da China.
Nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Crescemos rodeado por algo denominado família e que, segundo sua denominação,sugere "escravo doméstico", "servidão", do latim "famulus",
contradiz a falsa moral imposta de que "família" seria a base,a proteção e que nela poderíamos nos apoiar sem medo de cair. Escravidão ideológica, só se for isso.
Nós humanos somos tão pequenos que sentimos a necessidade de unir-mos para nos acharmos maiores em poder e força. Aí está o erro. A base, que deveria ser base como no sentido literal da palavra, é que nos tira os chão. E esse chão, que uma hora ou outra somos obrigados a pisar, é duro demais para aqueles que antes flutuavam, sentiam-se fortes e protegidos.
Nascemos sozinhos, morremos sozinhos, mas nos esquecemos que podemos viver sozinhos. Não precisamos de ninguém. Principalmente os de saúde física impecável: dois braços, duas pernas, visão boa e capacidade de raciocínio. A "família" só nos dá a falsa visão de que podemos acreditar e nos apoiar incondicionalmente, pois até estes mesmos no decorrer da vida nos mostram o quanto somos pequenos e que quando a obrigação deles for cumprida de acordo com a moral dada e repetida instintivamente, você já não estará protegidos por eles, terá de não a aprender a caminhar sozinho, mas aprender a caminhar. Daí, no desespero, você busca em outras pessoas tudo aquilo que antes você tinha em sua 'familia', ou, sua escravidão doméstica. As vezes libertar-se não é fácil e, quem sabe liberdade não seja sinônimo de felicidade. Se ser livre é ser sozinho e se isso bastasse, porque nos unimos ?
Ou nos adaptamos a vida como ela é ou ela nos adapta a ela. Ambos os caminhos são rodeados de incertezas, desvios e insegurança. A escolha é sua, a questão é nossa."
4 de Novembro de 2010, 05:27 da manhã. (dia e hora que escrevi).
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